Influxo de P. inornatus

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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por pedro121 em Qua Dez 28, 2016 12:27 pm

Gilberto Pinelas escreveu:Reboleira, 28 Dezembro de 2016, 1 Phylloscopus inornatus

Ainda mergulhei na gaveta da secretária para pegar na máquina mas quando cheguei á janela era tarde. Voou para o jardim de cobertura...
Amanhã vou estar de sentinela...

partia o coco a rir se amanha colocasses aqui a foto de uma pallas ou humes... Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Dez 28, 2016 12:51 pm

pedro121 escreveu:
Gilberto Pinelas escreveu:Reboleira, 28 Dezembro de 2016, 1 Phylloscopus inornatus

Ainda mergulhei na gaveta da secretária para pegar na máquina mas quando cheguei á janela era tarde. Voou para o jardim de cobertura...
Amanhã vou estar de sentinela...

partia o coco a rir se amanha colocasses aqui a foto de uma pallas ou humes... Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy

última semana de Dezembro é a altura das pallas bounce
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Paulo Lemos em Qua Dez 28, 2016 1:25 pm

Gilberto Pinelas escreveu:Reboleira, 28 Dezembro de 2016, 1 Phylloscopus inornatus

Ainda mergulhei na gaveta da secretária para pegar na máquina mas quando cheguei á janela era tarde. Voou para o jardim de cobertura...
Amanhã vou estar de sentinela...

Era só voar atrás dela geek .

Sempre que saio para o campo, agora até tenho levado comigo uns binóculos minúsculos para tentar notar diferenças nas "Phylloscopus collybita" em relação às vocalizações  (não me custa nada, já que são aos montes, especialmente agora que os eucaliptos florescem).
Mas até agora nenhuma evidência de Phylloscopus de espécie "invulgar", entre centenas já ou mais (se não repetidas).
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por pedro121 em Qua Dez 28, 2016 2:07 pm

Gonçalo Elias escreveu:

última semana de Dezembro é a altura das pallas bounce

É um facto, o deposito de combustível está cheio, o pior é se dá divorcio.. Very Happy Very Happy
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por João Tomás em Qua Dez 28, 2016 2:25 pm

pedro121 escreveu:É um facto, o deposito de combustível está cheio, o pior é se dá divorcio.. Very Happy Very Happy

Para já não estás entre a espada e a parede... mas será que vais ficar Razz ? vamos ver se haverá bons motivos para tal acontecer!
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Qui Dez 29, 2016 4:22 am

pedro121 escreveu:
Gilberto Pinelas escreveu:Reboleira, 28 Dezembro de 2016, 1 Phylloscopus inornatus

Ainda mergulhei na gaveta da secretária para pegar na máquina mas quando cheguei á janela era tarde. Voou para o jardim de cobertura...
Amanhã vou estar de sentinela...

partia o coco a rir se amanha colocasses aqui a foto de uma pallas ou humes... Very Happy Very Happy Very Happy Very Happy

Bom dia, Pedro. Em abono da verdade, confesso que estas são espécies com as quais não estou, nem de perto, nem de longe, familiarizado como vocês. No entanto, ontem e após o teu desafio/incentivo, iniciei uma busca no sentido de conseguir mais e melhores esclarecimentos acerca destas pequenas e maravilhosas aves. E o resultado não podia ter sido mais esclarecedor neste propósito. A ave que vi na Reboleira era de facto uma P. inornatus e não uma P. proregulus. Para além disso, e através da ajuda que me prestou o Gonçalo há um tempo atrás (“Xeno”…), descobri outra coisa que me deixou ainda mais contente e que pode engrossar a lista de registos, este audível, na zona de Cascais. No passado fim de semana enquanto estava de atalaia á espera de um pica-pau-malhado, fui confrontado com um “call” de uma ave que me pareceu nos primeiros instantes ser proveniente de uma Motacilla cinerea. Com mais atenção, e á medida que as vocalizações se reproduziam, verifiquei que, embora existisse semelhança, era, ainda assim, diferente. E de facto tinha razão, era mesmo um “call” de uma P. inornatus!

Em relação á foto ainda não perdi a esperança e o jardineiro já está avisado…
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Sex Dez 30, 2016 3:42 am

Paulo Lemos escreveu:
Gilberto Pinelas escreveu:Reboleira, 28 Dezembro de 2016, 1 Phylloscopus inornatus

Ainda mergulhei na gaveta da secretária para pegar na máquina mas quando cheguei á janela era tarde. Voou para o jardim de cobertura...
Amanhã vou estar de sentinela...

Era só voar atrás dela geek .

Sempre que saio para o campo, agora até tenho levado comigo uns binóculos minúsculos para tentar notar diferenças nas "Phylloscopus collybita" em relação às vocalizações  (não me custa nada, já que são aos montes, especialmente agora que os eucaliptos florescem).
Mas até agora nenhuma evidência de Phylloscopus de espécie "invulgar", entre centenas já ou mais (se não repetidas).

Neste caso não foi necessário a utilização dos binóculos porque a dita ave esteve a escassos 4/5 metros de mim enquanto esvoaçava do loendro para a relva e vice-versa. Isto passou-se enquanto trabalhava, não foi no campo Very Happy
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 09, 2017 9:44 am

A senda de ver esta espécie, ouvir o seu canto, mas não conseguir fotografa-la, continua!
No passado Domingo, mais concretamente em Santiago do Cacém e Santa Margarida da Serra / Grândola, consegui ver mais duas destas aves. Ambas se denunciaram inicialmente através do seu canto, mas, mais uma vez, a máquina estava no fundo da mochila e, quando lhe pus a mão em cima, era tarde. Curiosamente, das quatro vezes que consegui registos (1 auditivo e 3 visuais – Cobre, Reboleira, Santiago do Cacém e Santa Margarida da Serra / Grândola), apenas uma das vezes estava concretamente a observar aves e com a máquina a postos.
Não sei se isto que vos conto tem algum interesse mas, mesmo assim, decidi partilhar convosco.

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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 5:14 am

Como não há quatro sem cinco, á quinta foi de vez!

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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 5:30 am

Quero ainda acrescentar que ainda vi outra ave mas não consegui fotografa-la...
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por pedro121 em Seg Jan 16, 2017 6:44 am

Bom dia Gilberto, a ave da foto é uma Felosa-comum
(Phylloscopus collybita) a inornatus é mais branca por baixo, e tem a cauda mais curta
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 7:05 am

Boa tarde, Pedro, a ave é mesmo uma "Phylloscopus inornatus", disso não tenho quaisquer dúvidas. Fui ao encontro dela pelos chamamentos inconfundíveis que emitia e tive a oportunidade de vê-la bem fora do eucaliptal. Só tenho pena de não conseguir mais fotos, pois nunca parava quieta...
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 7:38 am

O "calling"era exatamente este: https://www.youtube.com/watch?v=ycnW1QASZkY. Tanto desta ave que fotografei e acabou por se deslocar para outro cerro, como de outra que avistei minutos mais tarde noutra aba do mesmo eucaliptal e que se denunciou exatamente pela mesma vocalização.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Paulo Lemos em Seg Jan 16, 2017 10:17 am

Também me parece uma felosa-comum. Ao vivo, as variantes vocais desta "espécie" parecem ainda mais agudos do que em gravação, e são parecidos. Sem duvida também são gritos muito comuns. http://aves.team-forum.net/t21804p75-chamamentos-variaveis-de-phylloscopus-collybita
Experimente gravá-la em vez de fotografá-la.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 11:07 am

Olá, Pedro. Antes de mais quero dizer-te que a minha insistência acerca deste assunto, para além de estar muito longe de uma hipotética tentativa de beliscar a tua experiência, a tua capacidade e o teu conhecimento, que é imenso, diga-se, é apenas uma vontade imensa de aprender. Dito isto permite-me que pergunte o seguinte:
Disseste a que a ave que apresentei para ser considerada uma “Felosa bilistada” teria que ter a "barriga" mais clara/branca e a cauda mais curta. Ok, respeito a tua opinião, já não vou insistir no que vi “in loco”, mas se tu não soubesses antemão que nestas fotos retiradas da net e que agora apresento como exemplo, estão retratadas “P. inornatus”, como seria a tua avaliação em termos de “ID”? Manterias a tua opinião acerca da cor da "barriga" e da cauda mais curta?

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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Seg Jan 16, 2017 11:22 am

Paulo, todos nós fazemos más apreciações e nos enganamos, mas, neste caso, não me restam dúvidas, o "calling" emitido não dá para ser confundido com outras vocalizações/variações de "Phylloscopus collybita". Não dá. Tenho a certeza daquilo que ouvi, Paulo. Se é coincidência ou não, que pode parecer anormal aquilo que casualmente tenho observado e escutado, pode, mas o que posso dizer mais acerca disto?
Eu aproximei-me da ave, vi-a fora do eucaliptal, vi bem as cores, o padrão, só não tenho culpa de ter comigo uma “powershot” na altura, que as focagens fossem lentas e não tenha conseguido tirar mais fotos com a nitidez merecida…
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Paulo Lemos em Seg Jan 16, 2017 11:23 am

Bem, ainda bem que eu disse apenas "parece" Very Happy. Nesta, já se nota que não é uma f-comum.
Daqui, percebia-se que a ave não tinha sido identificada visualmente ainda, e sendo os sons parecidos com os da f-comum, podia haver confusão.

A base do bico da 1ª foto do ultimo post, parece bastante larga e translucida. Não fosse mesma ave, e não fosse as cor e delicadeza das patas, podia dar duvidas até quanto a género.

Por aqui, ainda não vi nenhuma (e tenho estado atento).
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por PNicolau em Seg Jan 16, 2017 12:02 pm

Gilberto, a ave é mesmo uma collybita.
Podes ter ouvido uma e fotografado outra, mas a verdade é que a ave da foto é collybita.

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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por PNicolau em Seg Jan 16, 2017 12:08 pm

E atenção aos chamamentos "sweet" da collybita, discutidos noutro tópico. Não são tão agudos como inornatus, mas têm uma estrutura semelhante.
Gilberto, é que tal usares chamamentos e atraíres a ave? Normalmente as inornatus são atraídas.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Paulo Lemos em Seg Jan 16, 2017 9:11 pm

PNicolau escreveu:Gilberto, a ave é mesmo uma collybita.
Podes ter ouvido uma e fotografado outra, mas a verdade é que a ave da foto é collybita.


A ave do eucalipto pode parecer uma "collybita", mas que tem um supercílio bem marcado, isso tem, e dá para ver melhor e pensar.

Já "esta", não pode ser uma:

Gilberto Pinelas escreveu:
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Tissot em Ter Jan 17, 2017 3:52 pm

Gilberto Pinelas escreveu:Como não há quatro sem cinco, á quinta foi de vez!

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Lamento, mas também não consigo ver nesta foto uma inornatus.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por PNicolau em Ter Jan 17, 2017 5:26 pm

Paulo Lemos escreveu:Já "esta", não pode ser uma:
Não percebo a que espécie te referes, mas essa é (de facto?) uma felosa-bilistada.
Na foto, desfocada e em ângulo desfavorável, vê-se bem o supercílio claro bem marcado desde a frente do olho até bem atrás, e também se vêem as duas marcas alares na asa. Para além de ser branca por baixo.
Outra foto da ave aqui (LINK).

Na ave do Gilberto, não há nada que indique inornatus, e vê-se o suficiente para concluir que é collybita. O supercílio de que falam é muito comum em collybita e não é, precisamente, tão marcado como em inornatus. Exemplos de collybita com supercílio mais marcado aqui, aqui ou aqui (todas imagens que aparecem no topo de uma pesquisa de chiffchaff no google).

Eu sei que é difícil mudar o clique, mas acontece mesmo estarmos no campo e fotografarmos outra ave que não aquela que desejamos. É muito fácil confundir especialmente no que toca a espécies como estas - rápidas, irrequietas e que se associam a outras espécies.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Paulo Lemos em Ter Jan 17, 2017 7:04 pm

Recapitulando:

A ave do Gilberto, tal como disse ao inicio, parece uma "collybita".
Depois de o Gilberto afirmar que viu a ave, devia ter dito "já se nota que pode não ser f-comum", em vez de "já se nota que não é".
(balda minha, talvez caindo na tendência de "ser bonzinho" por algum motivo qualquer Sleep ).

Gilberto Pinelas escreveu:
Eu aproximei-me da ave, vi-a fora do eucaliptal, vi bem as cores, o padrão, só não tenho culpa de ter comigo uma “powershot” na altura, que as focagens fossem lentas e não tenha conseguido tirar mais fotos com a nitidez merecida…

Como a ave está muito longe e não estou habituado a ver P. inornatus, não posso dizer que é mesmo uma collybita. E o testemunho dilui ainda mais a certeza. Sei que as fotos de Phylloscopus são as piores que se podem analisar (cores, sombras, formas, tamanhos, até quando fotografadas de mais perto).

Daí ter aconselhado ao Gilberto gravar a ave, já que não é possível fotografá-la nem identificar por foto. Também podia lá andar uma, mas terá sido perdida de vista entre as várias collybitas, que costumam andar nem eucaliptos floridos?

A que está em Prunus, não conseguiria identificar sequer quanto ao género, não fossem as patas, talvez a cauda e talvez as coberturas inferiores da mão (se não for ilusão contra luz).

A ultima foto não pode ser uma "collybita" e sim uma inornatus. Identificá-la-ia assim se fosse pedido em foto inédita, contudo na ressalva de outra maior raridade (semelhante e que eu não conheça).

Eu gravaria da próxima vez. Daria para ID, nem que através de sonograma?. Assim, nem supostas sombras podiam confundir-se com o "padrão" de inornatus.
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por Gilberto Pinelas em Qua Jan 18, 2017 8:10 am

Olá, Nicolau.

Acerca deste assunto começo por dizer humildemente que não consigo ter essa capacidade de apreciação absolutista, mas não menos taxativa que pareces ter acerca desta questão.

Bom, passemos ao que interessa: dizes que a ave em observância não tem barras alares; o supercílio é pouco marcado; o supercílio não existe á frente do olho; as infracaudais são completamente amarelas e que a cauda é demasiado longa. Ok, aceito a tua opinião, a tua argumentação, mas permite-me que te diga o seguinte:

Em relação às ditas barras alares não concordo com a tua conclusão, pois parece-me que a barra alar mais pequena está lá e é visível na foto. Já a outra barra alar, a maior, não é visível tendo em conta que uma folha poderá escondê-la, para além de que, existem aves que, cujas barras são demasiado pouco evidentes.

Exemplo:

print screen

No que diz respeito ao supercílio estar pouco marcado, segundo a tua opinião, também não concordo com a mesma. Ao invés e apesar da incidência da luz neste caso poder ser uma condicionante, parece-me mesmo assim bastante marcado, para além de que, as variações de marcação são comuns, existindo aves com maior ou menor marcação.

Exemplo:

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Dizes também que o supercílio não existe á frente do olho. Também não concordo com a tua apreciação. Na foto, se atentares bem, verificarás que ele existe á frente do olho, e que, só não está indiscutivelmente visível porque a ave tem a plumagem suja em torno do bico. Ah, e também convém referir que, embora não seja comum, existem também aves desta espécie cuja barra supraciliar não existe á frente do olho, ou se existe pode ser demasiado ténue.

Exemplo:

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Em relação ao facto de afirmares que as infracaudais são completamente amarelas, parcialmente até concordo contigo. No entanto, convém também dizer que, se são amarelas, parece-me dever-se ao facto, como tantos outros, de um mero reflexo de cor projetado pelo meio envolvente próximo onde a ave estava inserida no momento do registo. E, em alguns casos, a máquina fotográfica, a qualidade de fotografia produzida, também pode ter uma palavra a dizer sobre isto, sobre tonalidades, etc…

Exemplo:

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Por último, afirmas que a cauda é demasiado longa. Também não concordo. E não concordo porque depende do angulo/perspetiva em que ave nos é apresentada para além da sua condição no momento em que fica registada. Se está num estado de relaxamento, de enfermidade ou com frio, normalmente a plumagem abre, provocando um efeito de “bola” e a cauda parece encurtar-se, se sobressaltada, alarmada ou com calor, normalmente “cola” a plumagem ao corpo e a cauda parece crescer.

Exemplo:

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Dito isto, e não perdendo a noção de que, todos, sem exceção, nos enganamos ás vezes, mas também que, da discussão nasce a “luz”, resta-me apenas dizer que, afinal, nem tudo parece estar mal para “P. inornatus”…

Obrigado pela atenção dispensada!
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Re: Influxo de P. inornatus

Mensagem por PNicolau em Qua Jan 18, 2017 9:13 am

Gilberto, não gosto de usar este tipo de argumentos e normalmente gosto que os próprios falem por si, mas a verdade é que os observadores aqui a opinar temos larga experiência com a espécie em questão, e mais ainda com collybita. Certamente muitas milhares de aves já nos passaram pela frente, e provavelmente quase tantas em fotos.

Em todo o caso, o principal procedimento quando se tenta provar a identidade de uma ave rara, é excluir a espécie mais comum. Neste caso, deviam ser visíveis pelo menos algumas características diagnosticantes na espécie. E, a verdade, é que mesmo que no limite fosse uma inornatus altamente atípica, as fotos não o mostram, e não excluem collybita.

Bottom line: o CPR não aprovaria este registo com esta foto.
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