O estranho caso do chasco-ruivo

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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Gonçalo Elias em Sex Jun 26, 2015 6:10 am

Helder Vieira escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:Excepcionalmente, até estou de acordo com o Helder What a Face

Eu já desconfiava desta perseguição pessoal, há algum temp Suspect Laughing

Mas ainda tinhas dúvidas??? Twisted Evil
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Helder Vieira em Sex Jun 26, 2015 6:37 am

Gonçalo Elias escreveu:
Helder Vieira escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:Excepcionalmente, até estou de acordo com o Helder What a Face

Eu já desconfiava desta perseguição pessoal, há algum temp Suspect Laughing

Mas ainda tinhas dúvidas??? Twisted Evil

lol! lol!
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Paulfer em Sex Jun 26, 2015 3:52 pm

pedro121 escreveu:O 6º tem pelo contrario alguma narrativa, mas mais do ponto de vista do Paulo Ferreira. Smile

Hmm é do Tryngites subruficollis? Very Happy
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Helder Vieira em Sex Jun 26, 2015 4:00 pm

pedro121 escreveu:E já agora mais uma, e esta pode ser o Hélder Vieira a contar. Twisted Evil Twisted Evil

Ok, vou então contar a minha versão da história. Tem a ver com um simpático Calidris fuscicollis, que apareceu no estuário do Douro, em final de Outubro de 2013.

Helder Vieira escreveu:eu conto essa história, que para mim me marcou, de certa forma, por outras razões.

Em relação à parte pessoal da história (que me marcou, etc e tal), vou fazer um pequeno preâmbulo, espero que não muito aborrecido.
Eu pratico corrida, de forma completamente amadora, já há vários anos, talvez 10. Em meados de 2012 comecei a criar a ideia de me estrear na maratona. Prova muito dura, que requer treino algo específico. O que é certo é que durante esse ano "toda a gente" me dizia que ia tentar a maratona no ano seguinte!! E eu, o trouser browner do costume, em melhor forma e com mais volume de treino do que muitos desses meus amigos e conhecidos, fiquei algo apreensivo e assustado... mas porque não, bolas?!? Algures, no início de 2013, inscrevi-me. A prova seria a maratona do Porto, como tem sido habitual marcada para o primeiro domingo de novembro, dia 3. Em meados de julho iniciei um plano de treino... e o resto já pouco interessa aqui para o fórum.

Vamos ao que interessa....

Dia 30 de Outubro de 2013, o Paulo Faria descobriu, no meio do bando de Calidris alpina, um bichinho de tamanho semelhante, mas com o uropígio branco. Um Calidris fuscicollis. Uma ave neártica, a 4ª vez que era encontrado um em Portugal continental. Imaginei logo a febre que se estaria a instalar, algures a sul Laughing
Seja por indisponibilidade, seja porque domingo tinha a prova (e a meteorologia prometia!!), nem sequer coloquei em cima da mesa a hipótese de ir ao estuário antes de 2ª feira.
No sábado, dia 2/11/2013 (a "Véspera"!!), a ave é relocalizada.
pedro121 escreveu:
12) Dá chuva para a tarde mas com sorte não vai ser nada...

A previsão para essa tarde era absolutamente miserável. Segundo o windguru, que não costuma falhar muito, para "gaia-canidelo" era muito má, com imensa chuva a partir das 16h. (se alguém tiver conta PRO no windguru pode ir ver o histórico desse dia).

Aqui um aparte: Eu, como a maioria da população, sofro de um ligeiro hoarding, que no meu caso me leva a deixar acumular ridiculamente os SMSs no meu telemóvel, durante anos. Os intervenientes não se importarão concerteza que eu partilhe os desse dia 2/11/2013:

12:15h SMS do Flávio Oliveira: "Vi há pouco o fuscicollis, mais ou menos no mesmo sítio que tinha sido visto. Abraço."
12:19h respondi ao Flávio: "Boa bola! Se calhar só lá para 2ª poderei dar lá um salto. Obrigado e um abraço."

Fonix! Não vou agora ao estuário, arriscar-me a levar uma molha, o pilrito que espere mais 2 dias!!!! Tenho de descansar as pernas de tarde, e enfardar hidratos de carbono...
12:28h SMS do Pedro Ramalho: "Daqui a 2h estou em gaia. É desta que me pagas o café?"
12:35h respondi ao Pedro: "És mesmo maluco Smile Pelas 14h e pouco tou lá, pronto para apanhar uma molha contigo... E pagar-te um café eheh"

Fonix! Tenho de ir ao estuário, afinal vem cá o Pedro Ramalho!!! Tenho de o conhecer em pessoa! Além disso o pilrito é uma mega raridade!! Estou em boa forma para amanhã e pode ser que não chova...
12:38h SMS do Pedro: "Espero que a molha valha a pena"
14:08h enviei ao Pedro: "Já tou na reserva, junto ao C.I."
14:11h SMS do Pedro: "ok, mais 1 hora"
15:23h SMS do Pedro: "Estamos a chegar"

Huuum! Esta malta da mourolândia tem uma noção muito particular de pontualidade!! E, não é por nada, mas não estou a gostar muito daquelas nuvens pretas que se aproximam... EU DEVIA DE ESTAR EM CASA DE PERNAS PARA O ALTO, A ENFARDAR BANANAS E PÃO COM MARMELADA!!! Afinal são 42 kms, bolas!!!!

Quando finalmente chegaram, eu estava com um outro elemento que também pára por lá, José Carlos, se não me engano. O Flávio também tinha chegado há pouco. O Pedro veio com o Frederico Morais. Eu sentia-me algo ansioso, basicamente a minha cabeça estava noutro lado.
O tempo estava a ameaçar de tal maneira que eu nem tirei o telescópio do carro. Sendo impermeável, ou não, a molha prometia. Levei só os binóculos, sempre os podia esconder dentro do casaco (embora também impermeáveis, nunca se sabe). Do equipamento dos restantes lembro-me +- bem, o Fred com cenas muito fixes (scope e uma câmera compacta), o Pedro (que é grandão) com um par de bins e um tripé enorme de tão esticado com um scope pequenito (desculpa lá, não leves a mal, mas achei engraçado), e o Flávio... com um chuço Laughing
Desculpa, Flávio, não me lembro mesmo se levavas equipamento óptico. A questão do guarda chuva é mais uma das minhas pancas. Há muitos anos que eu deixei de usar um. Basicamente é um trambolho que me irrita. Prefiro apanhar 1 ou 2 molhas por ano, e ter um casaco com um bom carapuço, do que usar tal apetrecho e deixá-lo esquecido em tudo o que é lado. Fazer observação de aves com um achei caricato, mas lá que deu jeito, ai isso deu!
Lá fomos os 5 pelo cabedelo fora, em direcção ao local onde tinha sido observado o bando dos Calidris alpina, com o fuscicollis lá no meio. Basicamente, no outro extremo da restinga. Era mesmo do que eu estava a precisar, caminhar 500m para cada lado, em areia molhada, na véspera da minha 1ª maratona Rolling Eyes
Pelo caminho ainda andamos às voltas com um passeriforme, que nos ia dando tanga, voando daqui para ali, e que seria provavelmente uma Alauda arvensis, mas que o xôr Pedro queria transformá-lo na 2ª raridade do dia...
Entretanto começou a chover e ali, no meio do nada, não há qualquer forma de nos abrigarmos. Chegamos ao extremo norte do cabedelo, encontramos o bando dos pilritos, eu bem tentava observar com os meus bins, mas a chuva e a humidade eram de tal forma, que eu não conseguia ver nada. O bando voava para lá e para cá, e eu já estava meio perdido, já não sabia se devia de estar atento aos pilritos, ou a um lugar debaixo do guarda chuva do Flávio (vê lá se da próxima levas um maior Laughing ).
Finalmente ouve-se o Pedro, "Yessssss! Este já está!!"
Absolutamente impressionante, como foi possível identificá-lo naquelas condições!!? A chuva cada vez era mais e a luz começava a escassear.
Lá conseguimos todos observar o bicho, não sei se o Fred o conseguiu registar em foto. Foi épico, sem dúvida.
Já de regresso ao carro, e já com o Francisco Bernardo no C.I. ("Vocês é que são tolos!", disse ele), despedi-me: "Pedro, as minhas desculpas, mas ainda não vai ser desta que te pago um café. Amanhã tenho uma maratona para correr. Se não tomo um banho quente breve estou tramado." Ao que o Pedro responde, "Uma maratona?!?! E o que estás aqui a fazer, seu maluco!! Vai-te embora!!"

Cheguei a casa em 15-20 min, totalmente encharcado. Nunca pensei que o meu casaco pudesse ficar tão ensopado!!! O forro, o polar interno, que vem incorporado... inclusive os boxers estavam totalmente alagados! Brutal!!!!
Os meninos pelos vistos ainda pararam no regresso para atacar uma sandocha de leitão. Suponho que se tenham conseguido secar com o AC do carro do Fred.

A maratona correu muito bem, dentro daquilo a que me tinha proposto.
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Seg Jun 29, 2015 4:39 am

Paulfer escreveu:
pedro121 escreveu:O 6º tem pelo contrario alguma narrativa, mas mais do ponto de vista do Paulo Ferreira. Smile

Hmm é do Tryngites subruficollis? Very Happy

Bingo
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Seg Jun 29, 2015 4:45 am

Helder Vieira escreveu:
Os meninos pelos vistos ainda pararam no regresso para atacar uma sandocha de leitão. Suponho que se tenham conseguido secar com o AC do carro do Fred.

A maratona correu muito bem, dentro daquilo a que me tinha proposto.

Muito bom!

De facto deu para secar qualquer coisa, mas eu na casa de banho do restaurante ainda torci as peças de roupa para conseguir retirar alguma agua, foi o meu arrolamento mais molhado!!
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Qua Jul 01, 2015 4:05 am

2º falhar uma perna no meio de gado bravo

O Perna-verde-fino é uma espécie anual em Portugal e que sendo uma limícola que frequenta salinas é teoricamente fácil de arrolar, no entanto eu já tinha falhado 1 o que motivava ainda mais a ver a espécie.
Então começando pelo nº 2 e por um falhanço, e começa com a noticia que o João Jara tinha encontrado um Perna-verde-fino nas salinas de Vaza-Sacos, a noticia sai ao fim do dia e já não há tempo para lá ir, no dia seguinte que era domingo 8 de Julho eu tinha um piquenique com a família da minha esposa em Mafra, logo estava encravado.
Bem, durante a manha entrei em contacto com o António Gonçalves e soube que ele tinha visto a ave de manha, mas que tinha ficado trancado em Bate-orelhas devido a terem fechado o portão, eu não conhecia a zona já que nunca lá tinha ido, mas isso não me pareceu positivo.
Mas com a confirmação da presença da ave comecei a fazer planos, o Flávio e o Rui Caratão estavam a caminho vindos do Alentejo e combinei com eles encontramo-nos nas salinas da ribeira das enguias. Findo o piquenique convenci a minha querida esposa a alinhar e pusemo-nos a caminho.
Correu tudo bem até chegarmos a Bate-orelhas, ai demos com os empregados a fechar o portão, bem tudo bem teríamos que ir a pé, eram uns meros 3 km, nada que não se fizesse, só que o empregado avisou-nos para ter cuidado com as vacas, que elas andavam “loucas” devido a terem sido separadas dos bezerros recentemente, bem, fazer 3km a pé com gado bravo dos dois lados da estrada e uma cerca frágil a separa-los das nossas pessoas não é agradável.
Chegados lá encontramos outro portão e tivemos varias dúvidas sobre o sitio, seguem-se vários telefonemas para o António (que já não me podia ouvir  Very Happy  Very Happy  ) e lá demos com o sitio, infelizmente a maré estava cheia e o local estava cheio de limícolas.
2 horas depois com montes de falsos alarmes pelo meio (eu sou um bocado alarmista) tivemos que desistir e voltar a passar pelo gado bravo.
O passeio em si é muito giro, é uma zona espetacular, mas o acesso…
A parte mais cómica é que no fim de semana seguinte a 13 de Julho estava eu nas Berlengas a ave aparece em Alcamé, venho das Berlengas, sigo a correr para a Ponta da Erva e falho quando toda a gente a tinha estado a ver ao longo do dia… fiquei mesmo bem-disposto.
Mas a historia tem um final ligeiramente feliz, no dia 28-Julho tinha ido a Castro Marim para não ver “aquele cujo nome não será mencionado”, mal chegámos estávamos ainda com esperança de ver o outro, reparo numa limícola que parecia como dizer, um perna-verde-fino.  Very Happy  Very Happy  Pimba, self-found apôs 3 arrolamentos falhados, e como não há fome que não de em fartura, nesse mesmo ano encontrei outro na Figueira da Foz, e acabei por ver a ave que andava no estuário do Tejo tendo finalmente conseguido apanha-la nas salinas da Ribeira das Enguias graças ao J. L. Santos.
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Jul 01, 2015 4:09 pm

pedro121 escreveu:Bem, durante a manha entrei em contacto com o António Gonçalves e soube que ele tinha visto a ave de manha, mas que tinha ficado trancado em Bate-orelhas devido a terem fechado o portão

Pois isso acontece com alguma frequência, especialmente ao domingo. Também já lá fiquei trancado e também foi em Julho com um calor de derreter. Não é muito agradável.

No distante ano de 1989, quando comecei a visitar essa zona, não havia portões entre Bate-orelhas e Vaza-sacos, agora há 3 Shocked
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Paulo Alves em Qua Jul 01, 2015 8:44 pm

Gonçalo Elias escreveu:No distante ano de 1989, quando comecei a visitar essa zona, não havia portões entre Bate-orelhas e Vaza-sacos, agora há 3 Shocked

O caminho trancado pelos portões é público ou privado?


Última edição por Paulo Alves em Qui Jul 02, 2015 6:34 am, editado 2 vez(es) (Razão : Erro na inserção da "quote".)
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Gonçalo Elias em Qui Jul 02, 2015 1:54 am

Paulo Alves escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:
pedro121 escreveu:No distante ano de 1989, quando comecei a visitar essa zona, não havia portões entre Bate-orelhas e Vaza-sacos, agora há 3 Shocked

O caminho trancado pelos portões é público ou privado?


Também gostaria de saber a resposta a essa questão.

Teoricamente os acessos ao rio são públicos, logo deveria ser público... e na verdade ninguém te impede de entrares a pé... agora o facto de um caminho ser público não implica necessariamente que se possa percorrê-lo de carro.


Última edição por Gonçalo Elias em Qui Jul 02, 2015 3:17 pm, editado 1 vez(es)
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Flávio Oliveira em Qui Jul 02, 2015 12:05 pm

Paulo Alves escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:No distante ano de 1989, quando comecei a visitar essa zona, não havia portões entre Bate-orelhas e Vaza-sacos, agora há 3 Shocked

O caminho trancado pelos portões é público ou privado?

Este é um dos grandes enigmas do birdwatching em Portugal... scratch
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Tissot em Sex Ago 14, 2015 11:05 am

Tissot escreveu:
pedro121 escreveu:
Tissot escreveu:
pedro121 escreveu:
11º Mergulhão-caçador? não vai acontecer!
Bom se o Flávio não tomar a iniciativa de desenvolver estes temas é bom que sejas tu a fazê-lo. Deixaste o pessoal curioso...

Bem, pelo menos neste sabes parte da historia.

Twisted Evil Posso de facto contribuir com parte do relato...

Flávio Oliveira escreveu:
O 8º fica para o Matthias...

E posso fazer o relato desta história. Very Happy

Como prometido cá vai o relato. A parte inicial da história do mergulhão-caçador fica para mais tarde. Fico à espera das outras histórias.


…MURARIAAAAAA!!!!!!! MURARIAAAAAA!!!!!! (…os primeiros gritos da manhã!!!)

Mas voltemos umas horas antes destes gritos. Estávamos os 4 reunidos ao fim do dia a preparar o planeamento para o dia seguinte, depois de uma jornada espectacular na Serra da Estrela, na qual só falhamos o cruza-bico e o merlo-d’água. Na verdade, o planeamento estava a cargo do Flávio Oliveira e do Pedro Ramalho, enquanto eu e o Manuel Lemos ouvíamos atentamente os prós e contras de uma ida à Barragem de Santa Luzia, Pampilhosa da Serra, para tentar ver a Tichodroma muraria. Os contras eram: a penosa deslocação e o facto de no Inverno passado não ser ter avistado nenhuma muraria na barragem. A favor, o facto de a muraria constituir uma lifer para 3 de nós. Venceu o argumento a favor.

Chegámos à barragem por volta das 10:15. A demanda começou imediatamente, ora pelo paredão da barragem, ora nos maciços rochosos adjacentes. Surge uma primeira ave… mas era simplesmente um rabirruivo. Depois lá apareceram outras, ferreirinha-serrana, melro-azul, lugre, cia, entre outras…mas nada de muraria. Depois de uma hora e meia, o frio, a chuva e o vento começavam a esmorecer o pessoal e como tínhamos planeado para o dia outros pontos de observação, decidimos ficar somente mais um quarto de hora no local. Nesta fase já estávamos farto de ouvir o resmungo insistentemente repetido pelo Flávio - Nunca mais venho cá!!!!  

Quando já nos aproximávamos da hora de partida, decido, com os meus binóculos, fazer uma última tentativa e varrer de uma ponta à outra uma das paredes do maciço rochoso, começando de baixo para cima. Vejo imediatamente qualquer coisa a mexer e…raios, era o rabirruivo outra vez. Continuo a subir e passado algum tempo vejo outra ave, mas desta vez chamou-me logo à atenção algo, um flash avermelhado nas asas... é uma muraria…e penso: - E agora, o pessoal está longe do outro lado da barragem, e se a perco… não faço ideia a zona em que ela está, porque estupidamente, durante o varrimento não tirei pontos de referência …e se grito sou capaz de a afugentar…. Paciência, decido gritar - …MURARIAAAAA!! MURARIAAAAA!!. Não a perdendo de vista oiço os passos do pessoal a correr, e ao chegarem ao meu lado perguntam logo – Onde!!! Onde!!!. E eu respondo – Ali, à minha frente (sim eu sei, resposta típica de maçarico). – Mas à frente onde??? (resposta típica a um maçarico de alguém desesperado), repondo - Não faço ideia em que zona, ponham-se atrás de mim e vejam para onde estou a direccionar os binóculos. Mas com algumas referências rapidamente conseguiram localizá-la e a muraria ficou visível durante algum tempo, permitindo uma boa observação e o registo de imagens.  

Depois dos níveis de adrenalina baixarem e da muraria desaparecer, ecoaram novamente gritos na barragem, mas desta vez foi o Flávio, que após alguns gritos efusivos (somente silenciados pela intervenção do Pedro Ramalho como podem ver pela foto em baixo), remata com um último grito: - É DESTA QUE NUNCA MAIS VENHO CÁ!!!!!!

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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Paulfer em Sex Ago 14, 2015 11:52 am

Laughing
Eu sempre que lá vou tb digo que é a última vez, mas quando dão com a muraria, eu não resisto em regressar Very Happy
Porque será? scratch I love you

Bom texto Tissot, deu para perceber ''a festa'' Very Happy
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Sex Ago 14, 2015 12:57 pm

Tissot escreveu:[como tínhamos planeado para o dia outros pontos de observação, decidimos ficar somente mais um quarto de hora no local. Nesta fase já estávamos farto de ouvir o resmungo insistentemente repetido pelo Flávio - Nunca mais venho cá!!!!  

Sim, bem, eu estava mais farto de ele ameçar atirar-se do paredão da barragem... mas é comprensivel quantas vezes é que ele já lá tinha ido sem ver a Trepadeira? 10? 15? foram tantas que já nem me lembro... Very Happy Very Happy

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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Helder Vieira em Sex Ago 14, 2015 3:02 pm

pedro121 escreveu:
Tissot escreveu:[como tínhamos planeado para o dia outros pontos de observação, decidimos ficar somente mais um quarto de hora no local. Nesta fase já estávamos farto de ouvir o resmungo insistentemente repetido pelo Flávio - Nunca mais venho cá!!!!  

Sim, bem, eu estava mais farto de ele ameçar atirar-se do paredão da barragem... mas é comprensivel quantas vezes é que ele já lá tinha ido sem ver a Trepadeira? 10? 15? foram tantas que já nem me lembro... Very Happy Very Happy


Lol!! Foram assim tantas vezes?!?! Ganda galo!!
Eu também nunca mais lá vou... Só fui uma vez (sozinho), rapei um frio monumental... mas vi duas murarias Razz

Venham mais relatos.
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Sex Ago 14, 2015 3:24 pm

Helder Vieira escreveu:
Eu também nunca mais lá vou... Só fui uma vez (sozinho), rapei um frio monumental... mas vi duas murarias Razz

Venham mais relatos.

Nunca digas nunca, e mais relatos estão a caminho. Smile
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Dom Nov 29, 2015 2:23 am

11º Mergulhão-caçador? não vai acontecer!

Na realidade este arrolamento não teve em si mesmo nada de especial, mas antes do arrolamento houve dois episódios algo cómicos.
Começou com um dia de observação de marítimas no Cabo Carvoeiro, comigo  o Flávio Oliveira, Matthias Tissot e o Manuel Lemos, que tinham vindo os três de Lisboa no carro do Flávio, e passamos o dia a ver marítimas, correu bastante bem já que vimos alguns lifers para eles incluindo uma dougallii, a malta estava animada, mas depois de um dia inteiro a olhar para o mar estava também cansada.
Para acabar o dia fomos a alguns dos spots de Peniche, o ultimo era a ETAR da Atouguia, esse sítio mítico para os twitchers Portugueses.
Quando estávamos a sair da ETAR e porque eu tinha “perdido” algum tempo a olhar para os mergulhões pequenos, um dos meus colegas perguntou porquê? O Flávio disse que eu estava á espera de encontrar um mergulhão-caçador e que isso não ia acontecer! e logo a seguir o meu tlm toca! Era o Paulo Ferreira com a notícia que estava um mergulhão-caçador no estuário do Cavado!!!
Eu e o Flávio olhamos 1 para o outro, e sabíamos que tínhamos três problemas:
1º Não tínhamos tempo de chegar a tempo à ave, mesmo que fossemos directos iriamos chegar de noite;
2º Tínhamos o problema do que fazer com o Matthias e o Manuel, eles não podiam ir no dia seguinte e o Flávio ir pô-los a Lisboa e voltar seria puxado;
3º Eu tinha um almoço de família com sogra e tudo no dia seguinte!

Bom, relembrando, ao fim de um longo dia a observar marítimas com frio e chuva estávamos a planear uma viagem de 300km, e tínhamos que decidir o que fazer com os “lisboetas”, telefonema rápido á minha esposa para saber os horários dos autocarros, e arrancamos para Óbidos para descarregar a “carga”. Felizmente tanto o Matthias como o Manuel encararam com alguma boa disposição serem largados numa paragem de autocarro num final de tarde frio e desagradável e deixados à sua sorte…
Depois foi tentar formar grupo para ir, mas dadas as condições, nomeadamente o meu almoço com a sogra ficamos com um grupo reduzido.
Mesmo assim conseguimos convencer o Paulo Ferreira, e depois de curta uma noite de sono arrancamos para Esposende, num dos raros twitchings a norte que já fiz.
Na madrugada seguinte estávamos em Esposende a ver o mergulhão, demos quase logo com ele, mas ainda demorou até termos vistas decentes, infelizmente a chuva não ajudou. E com o relógio a avisar que tínhamos que voltar acabamos por retornar a toque de chuva.


Última edição por pedro121 em Sex Maio 06, 2016 5:45 am, editado 1 vez(es)
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Helder Vieira em Dom Nov 29, 2015 1:29 pm

Desse lembro-me bem. Tinha ido passar a noite de sábado à Póvoa de Varzim. Tomei conhecimento do mergulhão à noite, e ainda ponderei com a esposa fazer a tremenda distância de 23 km para ir a Esposende, eheh... mas sem bins e vontade pouca, fiquei-me pelo cafézinho numa esplanada da Póvoa.
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Dom Nov 29, 2015 2:54 pm

Helder Vieira escreveu:Desse lembro-me bem. Tinha ido passar a noite de sábado à Póvoa de Varzim. Tomei conhecimento do mergulhão à noite, e ainda ponderei com a esposa fazer a tremenda distância de 23 km para ir a Esposende, eheh.

Podias ter ido a correr para fazer um leve treino que depois a malta dava-te boleia para casa... Very Happy Very Happy
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Paulfer em Seg Nov 30, 2015 3:24 am

Bem eu fiquei curioso em ler esta história:
7º Seus idiotas ela está mesmo atrás de vocês!!!
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Seg Nov 30, 2015 3:52 am

Paulfer escreveu:Bem eu fiquei curioso em ler esta história:
7º Seus idiotas ela está mesmo atrás de vocês!!!

Essa ainda vai demorar. Smile
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pedro121

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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Helder Vieira em Seg Nov 30, 2015 5:52 am

pedro121 escreveu:
Helder Vieira escreveu:Desse lembro-me bem. Tinha ido passar a noite de sábado à Póvoa de Varzim. Tomei conhecimento do mergulhão à noite, e ainda ponderei com a esposa fazer a tremenda distância de 23 km para ir a Esposende, eheh.

Podias ter ido a correr para fazer um leve treino que depois a malta dava-te boleia para casa... Very Happy Very Happy

Muito bem visto Laughing Laughing
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Helder Vieira

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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Ter Dez 01, 2015 7:42 am

3º como suar nas praias do Algarve em pleno inverno

Há muito, muito tempo atrás, a 05 de Dezembro de 2009 foi descoberto no Algarve na praia das Dunas Douradas um pato-careto. Eu tinha começado a observar aves à 1 ano, estava ainda verde, e fiquei em casa. Mas fiquei sempre com a ideia de que devia ter ido, por mais maluco que possa parecer ir para o Algarve tentar encontrar um pato no meio do mar.

Alguns anos depois em 2013 aparece um pato-careto no rio Tejo junto à Cruz Quebrada, a noticia até saiu tarde, e saiu dizendo que a ave já não lá estava, mas felizmente que o Bruno Herlander foi lá confirmar e ave lá estava, e num sitio daqueles claro que toda a gente caiu em cima da ave no próprio dia.

Eu infelizmente tinha trabalho e tive que esperar pelo dia seguinte para ir ver a ave que foi simpática e ficou no mesmo sítio vários dias.

Bom, ao contrário do que possa parecer esta história não é sobre o pato-careto, mas sim sobre outra espécie, o pato-fusco. O pato-fusco é uma espécie que há muito queria ver e que me leva sempre a analisar com muito cuidado todos os patos-pretos que me passam à frente.

Em Novembro de 2010 saiu a noticia de que estavam dois num bando de patos-pretos na praia da Figueira da Foz, eu aproveitei que ia ver a Trepadeira dos muros à barragem de santa luzia para depois passar pela Figueira, vi a trepadeira, mas não os patos.

Em 2011 é descoberto um a 26 de Novembro no Seixal, eu não podia ir de imediato mas o Rui Caratão foi e não conseguiu relocalizar a ave.

Em 2013 é localizado um a 19 de Janeiro no estuário do Douro, infelizmente fui informado que a ave tinha voado para o mar, mas no dia seguinte tinha retornado ao estuário, mas desapareceu de seguida…

O que me traz a 2014, a 6 de janeiro é descoberto um na praia da Lagoa de Almargem, e no dia seguinte é descoberto um pato carreto a acompanhar o pato fusco no mesmo local, bom dia 6 calhou a uma 2ª feira, que é o dia pior para saber de uma raridade, temos toda a semana pela frente a desesperar pelo sábado e a rezar que a ave se aguente.

Com noticias positivas até meio da semana, forma-se um grupo para ir, grupo esse que incluía o Flávio (que ia apenas passear já que já tinha tudo), o Frederico, o Bruno Herlander e o Bruno Maia.
O inverno de 2013/2014 foi prodígio em patos raros no Algarve, e por esta altura a rotina já estava bem definida, com efeito depois do macho de Piadeira-americana de 08 de Novembro veio o Êider de Quarteira a 29 de Novembro, a equipa foi ver a Piadeira a 17 de Novembro e o êider a 30 de Novembro, portanto íamos uma vez mais para o Algarve.

Durante a viagem apercebi-me que era o único que estava confiante que íamos ver a ave, o resto do pessoal estava numa que o mar era grande e o pato pequeno, era literalmente uma agulha num palheiro.

Mas o meu raciocínio era simples, se por acaso a ave não estivesse no local, tudo o que havia a fazer era ir de praia em praia verificando os bandos de patos-pretos até darmos com a ave, simples não?

Bem, eventualmente chegamos á lagoa da Almargem, que eu não conhecia e que me deixou muito bem impressionado, quando chegamos reparo num tringa que assim que estacionamos o carro voa, mas tinha muito bom aspecto (volto mais tarde a esta ave) chegados à praia damos logo com um bando de patos, mas nada de fusca, mas vemos outro bando na praia seguinte a praia do Trafal, fomos a pé e lá chegados vimos que o fusca também não estava no bando.

Antes de irmos para o ponto seguinte ainda estivemos a apreciar o Galeirão-de-crista que estava na lagoa da Almargem.

Entretanto contactamos outro observador o João Tavares que estava a caminho da praia de vale do Lobo, nos fomos lá ter com ele e nicles…
Praia seguinte foi a praia das Dunas Douradas, mais uma caminhada, mais um bando de patos-pretos, mais um falhanço.

Nada preocupado seguimos para a próxima praia que era a ultima antes da ria Formosa a Praia do Ancão, íamos em dois carros já que eu tinha seguido como JTT para ele não ir sozinho, como a praia do Ancão tem dois pontos de acesso eu e o JTT fomos para o ponto mais a leste e o resto da malta para o ponto mais a oeste.

Sai-se do carro, vamos a andar pelo passadiço, na conversa, e quando estamos quase na praia é que o JTT se lembra que não traz o telescópico, resolve voltar atrás ao carro para o buscar.

Pela minha parte começo a varrer o mar na direcção nascente, reparo logo num bando de patos-pretos e no meio deles lá estava o fusca!!! Momento de exultação e começo a tentar sinalizar a ave ao pessoal que tinha ido para a zona poente da ave, mas eles estavam a olhar para o lado oposto, ao mesmo tempo tento encontrar o meu tlm para avisar o JTT, nada de tlm que tinha também ficado no carro…

Bem, 5 pessoas na praia a tentar encontrar o pato, e eu não consigo avisar ninguém, lindo serviço, entretanto o bando começa a ficar agitado e começam a levantar voo na direcção poente, passando mesmo á frente do outro grupo, infelizmente o JTT regressa já com as aves no ar e bastante distantes e não consegue ver a ave…
Bom, o João nos últimos tempos tinha falhado uma lista impressionante de aves, basicamente por demorar demasiado tempo a ir ver a ave, mas algumas vezes meramente por azar, incluindo um falaropo de Wilson que ele falhou de uma maneira muito semelhante, quando chegou ao local do falaropo ele levantou voo e nunca mais voltou.

Voltando á praia do Ancão, o pessoal voltou a reunir-se e estávamos mais ou menos certo que o bando tinha aterrado perto da praia da Almargem.

Bem, enquanto os outros foram de carro para a lagoa, eu e o JTT fomos semi a voar, enquanto ele ia repetindo entre dentes “se falho este nunca mais faço twitiching” e eu caladinho no banco do passageiro a agarrar-me a tudo.

Chegados à Almargem vimos que o pato estava num grupo em frente à praia do Trafal, e aqui o grupo dividiu-se, eu o Flávio e o JTT fomos novamente a pé até á praia do Trafal o resto do pessoal foi de carro até Quarteira ver o Êider.

Andar na praia é um bom exercício, o problema é que apesar de ser inverno, fazia bastante calor e eu suava por todo o lado, o JTT segui mais pelo areal e a maior velocidade, eu e o Flávio seguíamos junto a um pequeno pinhal e bem mais devagar, quando passávamos por uma pequena zona húmidas reparo num pequeno tringa.

Tínhamos encontrado um pernas-amarelas-pequeno! Certamente uma das 2 aves que estava a vaguear nas várias zonas húmidas Algarvias durantes esse outono-inverno.

Sem perder muito tempo seguimos atras do JTT, quando chegamos ao pé dele podemos finalmente apreciar o pato, e como brinde damos conta que no mesmo bando estava o pato-careto!

Depois ainda tentamos inventar sem sucesso um pato-preto-americano mas não tivemos sorte.

Com 4 raridades vistas, estávamos a ter um grande dia, e depois da equipa reunida, fomos almoçar, tendo depois passado por Quarteira para ver se o Êider estava mais próximo, e acabamos o dia em Portimão a ver aquela que foi o lifer mais estranho do dia, foi preciso ir a Portimão para o Frederico finalmente ver uma Gaivota-hiperbórea!

Um dos melhores dias de arrolamento que já tive! Demos com a ave e ainda vimos 6 raridades diferentes.


Última edição por pedro121 em Qui Set 15, 2016 4:33 am, editado 2 vez(es)
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por Paulfer em Ter Dez 01, 2015 9:57 am

pedro121 escreveu:
Com 4 raridades vistas... fomos almoçar...
Será que estes acontecimentos voltarão a acontecer? 4 raridades numa manhã e 6 no dia num espaço de +/-70kms?
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

Mensagem por pedro121 em Ter Dez 01, 2015 10:19 am

Paulfer escreveu:[
Será que estes acontecimentos voltarão a acontecer? 4 raridades numa manhã e 6 no dia num espaço de +/-70kms?

Bem, 4 é difícil, mas 3 é relativamente fácil, eu já verias vezes vi 3 raridades no mesmo dia, e em pelo menos 1 caso vi 3 raridades no espaço de 5 minutos e nenhuma era uma gaivota.

Mas neste caso repara que foi um conjunto de circunstancias muito propicio, já que pelo menos 3 delas não nos fariam desviar caminho para as ir ver.
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Re: O estranho caso do chasco-ruivo

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