Atlas das aves nidificantes

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por João Tomás em Sex Fev 19, 2016 4:24 pm

Gonçalo Elias escreveu:Só uma nota, creio que a atribuição do ICNF será para as visitas sistemáticas (que no fundo são a parte mais chata do trabalho, pois a informação quantitativa só interessa para espécies comuns). Ninguém te impede de ires ao Alvão (ou a qualquer outra área protegida) fazer registos casuais e submeter a informação, com os respectivos códigos de nidificação.

Eu sei Gonçalo Smile mas gostava de fazer na mesma as sistemáticas do Alvão para conhecer alguns sítios que me faltam explorar! O atlas tem essa parte boa que é explorar locais novos que às primeiras vistas eu não visito por achar desinteressante ou ter outros locais que ache mais interessantes de visitar.
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João Tomás

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Sex Fev 19, 2016 4:31 pm

João Tomás escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:Só uma nota, creio que a atribuição do ICNF será para as visitas sistemáticas (que no fundo são a parte mais chata do trabalho, pois a informação quantitativa só interessa para espécies comuns). Ninguém te impede de ires ao Alvão (ou a qualquer outra área protegida) fazer registos casuais e submeter a informação, com os respectivos códigos de nidificação.

Eu sei Gonçalo Smile mas gostava de fazer na mesma as sistemáticas do Alvão para conhecer alguns sítios que me faltam explorar! O atlas tem essa parte boa que é explorar locais novos que às primeiras vistas eu não visito por achar desinteressante ou ter outros locais que ache mais interessantes de visitar.

Totalmente de acordo quanto a esta parte, aliás no atlas anterior foi exactamente este aspecto que me permitiu ficar a conhecer bem algumas regiões do país onde de outra forma eu dificilmente teria ido ver aves...
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Gonçalo Elias

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Sex Fev 19, 2016 4:42 pm

Estive a comparar os mapas de distribuição que foram disponibilizados com a informação que se encontra no e-bird e cheguei à conclusão de que todos os registos de 2015 com código de nidificação associado foram considerados, incluindo todos os registos das visitas não sistemáticas inseridos como contagem de percurso ou contagem estacionária.

A parte mais interessante é que muitos destes registos se encontram associados a hotspots ou a pontos pessoais (e não a uma tétrada do atlas), mas desde que tenham um código de nidificação associado foram aproveitados para os mapas.

Isto surpreendeu-me um pouco, porque nas instruções para a inserção de registos não sistemáticos que se encontra disponível online aqui sugere-se, na página 5, o seguinte:

3 – Inserir listas das visitas não-sistemáticas
3.1 A primeira coisa a fazer é clicar em “Submeter Observações” e “Escolher uma tétrada do atlas” digitando o código da quadrícula – Tal como em 2.1. e 2.2.

Aparentemente não é necessário escolher qualquer tétrada, creio que seria útil que as instruções de inserção de dados fossem revistas de modo a eliminar a referência à necessidade de indicar a tétrada, pois isso complica o processo e não traz qualquer valor acrescentado.

Acresce que nem sequer é necessário usar o "portal de Portugal", pois os registos inseridos com outro portal eBird também foram aproveitados, desde que com código de nidificação associado.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por PNicolau em Sex Fev 19, 2016 5:54 pm

Eu já sabia isso, Gonçalo. Já (me) tinha sido fornecida essa informação.
Não sei onde.
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PNicolau

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Sab Fev 20, 2016 1:07 am

PNicolau escreveu:Eu já sabia isso, Gonçalo. Já (me) tinha sido fornecida essa informação.
Não sei onde.

Eu também creio já ter lido isso antes (talvez no tópico geral do ebird que existia anteriormente e onde foram abordadas questões do atlas?)

Estou apenas a sugerir que a página da metodologia seja actualizada em conformidade
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Gonçalo Elias

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por pedro121 em Sab Fev 20, 2016 3:43 am

Gonçalo Elias escreveu:
Eu também creio já ter lido isso antes (talvez no tópico geral do ebird que existia anteriormente e onde foram abordadas questões do atlas?)

Só para confirmar que foi confirmado varias vezes que todos os registos com códigos contavam. Inserir listas com códigos demora mais tempo e foi logo no início dos trabalhos assegurado aos utilizadores do eBird que todos os registos com códigos de nidificação seriam utilizados.
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pedro121

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Ter Fev 23, 2016 4:46 pm

pedro121 escreveu:Só para confirmar que foi confirmado varias vezes que todos os registos com códigos contavam

é mesmo isso Pedro, é apenas para reforçar que todos os registos contam Smile

Gonçalo Elias escreveu:Aparentemente não é necessário escolher qualquer tétrada, creio que seria útil que as instruções de inserção de dados fossem revistas de modo a eliminar a referência à necessidade de indicar a tétrada, pois isso complica o processo e não traz qualquer valor acrescentado.

Gonçalo, a questão não é assim tão linear. É verdade que para muitas listas colocadas como "estacionárias" nós conseguimos associar facilmente a uma tetrada, ou à quadrícula 10x10 km. O mesmo não acontece com muitas listas de "percurso" onde o observador atravessa áreas grandes e como temos apenas o ponto de partida (ou intermédio, etc.) não há uma associação correcta das aves a um local. Por isso se sugere que se for possível se coloque essa informação nas tetradas correspondentes.

Quanto à questão das quadrículas atribuídas ao ICNF, posso averiguar se existe a hipótese de "trocar" quadrículas, caso existam observadores interessados em fazer algumas em áreas protegidas.

abraço
Carlos

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Fev 23, 2016 5:23 pm

conspicillata escreveu:
Gonçalo Elias escreveu:Aparentemente não é necessário escolher qualquer tétrada, creio que seria útil que as instruções de inserção de dados fossem revistas de modo a eliminar a referência à necessidade de indicar a tétrada, pois isso complica o processo e não traz qualquer valor acrescentado.

Gonçalo, a questão não é assim tão linear. É verdade que para muitas listas colocadas como "estacionárias" nós conseguimos associar facilmente a uma tetrada, ou à quadrícula 10x10 km. O mesmo não acontece com muitas listas de "percurso" onde o observador atravessa áreas grandes e como temos apenas o ponto de partida (ou intermédio, etc.) não há uma associação correcta das aves a um local. Por isso se sugere que se for possível se coloque essa informação nas tetradas correspondentes.

Olá Carlos,

Agradeço a resposta, mas há aqui uma coisa que não estou a entender.

- A informação resultante das visitas não sistemáticas é usada apenas para os mapas de distribuição (presença / nidificação), e não para os mapas de abundância, que são elaborados unicamente com base nas visitas sistemáticas, certo?
- Ora os mapas de distribuição são apresentados com base numa grelha de 10x10 km e não numa grelha 2x2 km.
- Daqui decorre que para elaborar correctamente os mapas de distribuição apenas é necessária a informação da quadrícula (a informação da tétrada não é realmente necessária para este efeito).

Sendo assim, qual é o objectivo de solicitar a informação da tétrada nas visitas não sistemáticas? Quer dizer, essa informação serve exactamente para quê?

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Qua Fev 24, 2016 3:21 am

Gonçalo Elias escreveu:Sendo assim, qual é o objectivo de solicitar a informação da tétrada nas visitas não sistemáticas? Quer dizer, essa informação serve exactamente para quê?

Tem, na minha opinião, várias vantagens:
- uma vez que a observação fica de início associada a uma tetrada existe uma menor probabilidade de erro do que quando convertemos à posteriori.
- a informação passa a estar a uma escala mais fina, e isso do ponto de vista de utilização dos dados dá sempre mais "margem de manobra" e potencia mais utilizações dos dados
- mais uma vez, informação mais detalhada permite no futuro outras utilizações dos dados e a diferentes escalas
- dependendo da informação ambiental, geográfica, etc. que houver disponível, maximiza a capacidade de análise

ou seja, se tivermos a informação a uma escala menor (p.ex. 2x2) podemos sempre trabalhar a escalas maiores (p.ex. 10x10), mas o contrário não é verdade. E isso do ponto de vista de associação de determinada espécie a um habitat, por exemplo, é importante.

Repara que no outro post mencionei que isto é particularmente importante nos transectos ou contagens de áreas que abrangem mais do que a tetrada. Para as observações pontuais não há problema, aliás essas dão as localizações mais exactas das espécies.

Abraço
Carlos

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por pedro121 em Qua Fev 24, 2016 7:39 am

conspicillata escreveu:
ou seja, se tivermos a informação a uma escala menor (p.ex. 2x2) podemos sempre trabalhar a escalas maiores (p.ex. 10x10), mas o contrário não é verdade. E isso do ponto de vista de associação de determinada espécie a um habitat, por exemplo, é importante.

Sim, é verdade, e pelo menos as contagens estacionarias podem ser colocadas na tetrada certa posteriormente, dá é trabalho, mas é relativamente simples de fazer.
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pedro121

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Fev 24, 2016 11:54 am

pedro121 escreveu:
conspicillata escreveu:
ou seja, se tivermos a informação a uma escala menor (p.ex. 2x2) podemos sempre trabalhar a escalas maiores (p.ex. 10x10), mas o contrário não é verdade. E isso do ponto de vista de associação de determinada espécie a um habitat, por exemplo, é importante.

Sim, é verdade, e pelo menos as contagens estacionarias podem ser colocadas na tetrada certa posteriormente, dá é trabalho, mas é relativamente simples de fazer.

Certo, mas na maioria dos casos não dá para usar o hotspot, porque o hotspot não está na tétrada certa (ou abrange várias tétradas).
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Gonçalo Elias

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por pedro121 em Qua Fev 24, 2016 2:25 pm

Gonçalo Elias escreveu:
Certo, mas na maioria dos casos não dá para usar o hotspot, porque o hotspot não está na tétrada certa (ou abrange várias tétradas).

Essa de ser na maioria dos casos é bastante discutível e o que é a tetrada certa??. De qualquer modo suponho que tal só está a ser feito para contagens estacionarias (que são percentualmente poucas) em locais com espécies que são objecto de mais atenção.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Fev 24, 2016 2:44 pm

pedro121 escreveu:o que é a tetrada certa??

A tétrada correspondente ao local em que te encontras.

pedro121 escreveu:De qualquer modo suponho que tal só está a ser feito para contagens estacionarias (que são percentualmente poucas) em locais com espécies que são objecto de mais atenção.

Isso não sei, a metodologia diz para usar isto em observações não sistemáticas, creio que nada diz sobre serem estacionárias ou não.

E de qualquer forma uma contagem de percurso também pode ser registada como casual (com os códigos de nidificação), mas pode atravessar mais de uma tétrada.
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Gonçalo Elias

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Qui Fev 25, 2016 4:05 am

Gonçalo Elias escreveu:E de qualquer forma uma contagem de percurso também pode ser registada como casual (com os códigos de nidificação), mas pode atravessar mais de uma tétrada.

sim, é um dos exemplos que temos estado a falar e que pode introduzir ruído nos dados (para o atlas, claro).

O princípio é que todos os registos podem ser usados, desde que cumpram dois pressupostos: (1) terem códigos de nidificação e (2) conseguirmos associar geograficamente as observações a uma área (aqui a escala menor é a 2x2km). Portanto contagens estacionárias, pequenos transectos, algumas contagens de área, não tem problema nenhum. Como o Pedro disse, dá mais trabalho mas é tranquilo. Mesmo em alguns casos mais duvidosos pode ser feito o mesmo procedimento à 10x10, mas perdemos capacidade de análise. A maioria das dificuldades são quando as observações dizem respeito a áreas vastas e transectos longos.

Carlos

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por pedro121 em Qui Fev 25, 2016 4:25 am

conspicillata escreveu:A maioria das dificuldades são quando as observações dizem respeito a áreas vastas e transectos longos.
Carlos

Sim, esse é um ponto interessante, eu fui um dos que durante a época passada fez um esforço para tentar colocar códigos de nidificação em tudo, mas obviamente que em contagens de percurso longas é inutil já que não é possível associar a informação ao local.

Para mim não é um grande problema já que a esmagadora maioria das minhas observações são estacionarias ou de deslocamento curtas. mas terei que ver os casos em que faço mais longas como faço.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Qui Fev 25, 2016 12:27 pm

conspicillata escreveu:Mesmo em alguns casos mais duvidosos pode ser feito o mesmo procedimento à 10x10, mas perdemos capacidade de análise.

Vocês consideram produzir mapas de distribuição com uma escala 2x2 km?
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Sex Fev 26, 2016 4:07 am

Gonçalo Elias escreveu:Vocês consideram produzir mapas de distribuição com uma escala 2x2 km?

Não, os mapas serão à 10x10 km. Mas para modelarmos as distribuições das espécies, se tivermos informação a uma escala menor em quantidade suficiente, o resultado final é melhor.

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Mar 16, 2016 9:32 am

Relativamente à metodologia para detecção de aves nocturnas, que está disponível aqui, a questão das datas não é muito clara.

Concretamente, os períodos de detecção das várias espécies são bastante díspares, havendo pelo menos três períodos distintos que não se sobrepõem no calendário.

É suposto repartir os 5 pontos de escuta pelos diferentes meses?
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por PNicolau em Ter Mar 29, 2016 5:52 am

conspicillata escreveu:A maioria das dificuldades são quando as observações dizem respeito a áreas vastas e transectos longos.
Carlos
Qual é então a solução sugerida para este caso?
Indicar a tétrada nos comentários? É que não me parece viável fazer novas listas para uma série de espécies com códigos, até porque as tétradas não são intuitivas.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Qua Mar 30, 2016 5:56 am

Pedro Nicolau escreveu:Qual é então a solução sugerida para este caso?

acho que esta questão depende do uso que cada um faz do ebird e dos seus registos, e todas são legitimas. Para mim quanto mais detalhe (dentro do razoável, claro) nas localizações melhor, independentemente de haver atlas ou não.

uma sugestão pode ser colocar nas notas a quadrícula ETRS10x10. Isso permite, no âmbito do atlas, associar os registos a uma quadrícula, que é a escala a que a informação vai ser apresentada. Suponho que existam casos em que o percurso passe por duas quadrículas, mas espero que sejam poucos. Nestas situações, se for possível ao observador dividir a sua lista óptimo, senão vai ser muito complicado usar esses dados.

um exemplo prático: uma lista colocada no hotspot do Paúl do Boquilobo, e que abrange uma área grande, fica toda dentro da mesma quadrícula. Por isso todos os registos podem entrar directamente

Cumprimentos
Carlos

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Sex Abr 22, 2016 6:22 am

Na metodologia do atlas que se encontra aqui há uma situação que me suscita algumas dúvidas.

Tem a ver concretamente com a descrição dos códigos de nidificação, que se encontram na página 8.

Na secção sobre nidificação provável, o código 4 diz o seguinte:

Território presumivelmente ocupado de forma permanente, comprovado através do registo de
comportamento territorial (canto, etc.) em pelo menos dois dias diferentes durante o período de
uma semana, no mesmo sítio.

No e-bird, quando se selecciona a lista dos códigos de nidificação, a descrição deste código diz o seguinte:

Território mantido de forma permanente (duas observações num período de 7 dias)

Estas descrições sugerem que uma ave que seja vista a cantar em dois dias diferentes da mesma semana (por exemplo na segunda-feira e na quarta-feira) isto é considerado nidificação provável. Ou seja, sugere que as observações devem ser feitas num intervalo máximo de 7 dias.


Ora a ideia que tenho é exactamente ao contrário: 7 dias é o intervalo mínimo entre observações e não o máximo.

Por exemplo, na página do BTO (ver aqui) pode ler-se:

Permanent Territory presumed through registration of territorial behaviour (song etc) on at least two different days a week or more apart at the same place

Também na página do EBCC (ver aqui) é dada uma descrição semelhante:

Permanent territory presumed through registration of territorial behaviour (song, etc.) on at least two different days a week or more apart at the same place
.

Sugiro que a página sobre a metodologia seja revista de modo a clarificar este aspecto.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por João Tomás em Sab Abr 23, 2016 1:22 pm

Pois, eu sempre me questionei que não fazia muito sentido esses sete dias que dão a ideia de ser um máximo, quando deveriam ser um mínimo de tempo. Para mim fazia mais sentido alterar para pelo menos de um intervalo de 7 dias consecutivos.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por conspicillata em Sex Abr 29, 2016 12:25 pm

Olá Gonçalo e João,
têm razão, isso é um erro que tem de ser corrigido rapidamente.

obrigado
Carlos

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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Mar 14, 2017 5:33 pm

A 2ª Folha Informativa do atlas está disponível online. Ver aqui.
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Re: Atlas das aves nidificantes

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Mar 14, 2017 5:36 pm

conspicillata escreveu:Olá Gonçalo e João,
têm razão, isso é um erro que tem de ser corrigido rapidamente.

obrigado
Carlos

Esta situação foi por mim reportada em Abril do ano passado (há quase um ano) no entanto nada foi alterado. Continuo a achar que com a redacção actual isto induz os observadores em erro.
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