Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

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Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Luis Gordinho em Dom Jul 19, 2009 5:03 pm

Caros Membros do Fórum,

Terminei este fim-de-semana um pequeno relatório da minha recente visita à Grécia.
Podem descarregar o documento em causa do portal www.pluridoc.com. O relatório é gratuito, só têm que se registar no portal. O “link” directo para o relatório é:
www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=4167&lang=pt

Para manter o ficheiro do relatório leve e fácil de descarregar não incluí quaisquer fotografias. As imagens estão disponíveis na minha galeria do Flickr: www.flickr.com/photos/lgordinho [‘Greece (Astrapi Gordinhopoulos)’]
O “link” directo para a colecção de álbuns em causa é:
www.flickr.com/photos/lgordinho/collections/72157621468435514
Dividi as 80 fotografias por três álbuns para não terem que as ver a todas. Primeiro cliquem no/s album/s que pretendem ver e depois utilizem a opção “slideshow” (em cima à direita) para ver as fotos. Nas “Opções” do slideshow (em cima à direita) sugiro que não seleccionem “ampliar objectos” mas cliquem no “mostrar título e descrição”. Finalmente regulem a velocidade ao Vosso gosto e terminem a parametrização clicando no “Mostrar informações”.

Um resumo do conteúdo do relatório pode ser lido abaixo:
“Este relatório descreve uma viagem de 12 dias à Grécia. Nesse período, foram exploradas três áreas principais: montanhas de Antikhássia/Metéora (7 dias), Lago Kárla/montanhas Mavrovoúni (2,5 dias) e monte Ymittos (0,5 dias). Algumas observações adicionais foram feitas de caminho. Nas primeiras duas áreas trabalhámos para a Sociedade Grega de Ornitologia (Hellenic Ornithological Society), mapeando ninhos de cegonha-preta (Ciconia nigra) e de abutre do Egipto (Neophron percnopterus) e contando aves aquáticas. A maior parte do período diurno foi dedicada à observação de aves, no entanto, muitos outros animais silvestres observados foram registados. Relativamente às espécies alvo, foram detectados 9-11 casais de cegonha-preta (4ninhos) e 5-6 casais de abutre do Egipto (2ninhos). Relativamente às contagens de aves aquáticas, destacamos a diversidade e o número de anatídeos nidificantes, incluindo arrabio (Anas acuta), zarro-castanho (Aythya nyroca) e, provavelmente, marrequinho (Anas crecca) e marreco (Anas querquedula). Globalmente, foram registadas 153 espécies de aves, 10 de mamíferos, 11 de répteis, 4 de anfíbios e 4 de grandes insectos. De acordo com os mais recentes critérios taxonómicos, foram detectadas as seguintes 20 espécies muito raras ou nunca registadas na Península Ibérica (13 espécies e 7 subespécies para os mais conservadores): perdiz-chukar (Alectoris chukar), perdiz-grega (Alectoris graeca), gavião-grego (Accipiter brevipes), águia-pomarina (Aquila pomarina), falcão-borni (Falco biarmicus), mocho do Cáspio (Athene glaux indigena), peto-verde (Picus viridis), pica-pau-sírio (Dendrocopos syriacus), alvéola-balcânica (Motacilla feldegg), chasco-ruivo-oriental (Oenanthe melanoleuca), felosa-das-oliveiras (Hippolais olivetorum), felosa-pálida-oriental (Acrocephalus pallidus elaeicus), felosa de Rüppell (Sylvia rueppelli), toutinegra-real-oriental (Sylvia crassirostris), chapim-lúgubre (Poecile lugubris), trepadeira-rupestre-ocidental (Sitta neumayer), picanço-pequeno (Lanius minor), gralha-cinzenta (Corvus cornix), escrevedeira-cinzenta (Emberiza caesia) e escrevedeira-de-cabeça-preta (Emberiza melanocephala). Registos ornitológicos interessantes para a Grécia incluiram felosa-comum (Phylloscopus collybita) a nidificar em Antikhássia/Metéora e periquito-rabijunco (Psittacula krameri) observado em Vólos. Dos outros grupos destacamos urso-pardo (Ursus arctos), gato-bravo (Felis silvestris), sapos de-barriga-amarela (Bombina variegata) e verde (Bufo viridis), 9 espécies de répteis ausentes da Península Ibérica e o coleóptero Cerambyx cerdo.”

Espero que gostem e lamento se receberem esta mensagem por várias vias. Os meus melhores cumprimentos,

Luís Gordinho (Lisboa)
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Dom Jul 19, 2009 5:19 pm

Olá Luís,

Quando escreves

De acordo com os mais recentes critérios taxonómicos

poderias por favor explicitar quais os critérios que estás a seguir (entidade / data)?

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Luis Gordinho em Seg Jul 20, 2009 3:38 am

Olá Gonçalo, espero que estejas bem.

A mensagem anterior incluía apenas um resumo do relatório. Para obter o tipo de informação mais detalhada que pretendes, o ideal é consultar o relatório propriamente dito.

De qualquer modo, como a questão é pontual, aqui vai uma resposta mais concreta:
van den Berg AB 2009 Dutch Birding bird names. www.dutchbirding.nl/page.php?page_id=229

Como tantas outras listas, esta também não é universalmente aceite. Em todo o caso, está a ser seguida por alguns trabalhos recentes com alguma envergadura (caso de "The Sound Approach to birding").

Esperando ter sido útil, um abraço e até breve,
Luís Gordinho
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedrocardia em Seg Jul 20, 2009 6:17 am

Olá,

Luis Gordinho escreveu:De qualquer modo, como a questão é pontual, aqui vai uma resposta mais concreta:
van den Berg AB 2009 Dutch Birding bird names. www.dutchbirding.nl/page.php?page_id=229

Como tantas outras listas, esta também não é universalmente aceite.Luís Gordinho

Eu até acho que a classificação "tradicional" até tem umas quantas falhas mas não posso deixar de pensar a lista da Dutch Birding é um caso sério de over-spliting... (as Motacilla flava p. ex....)

Pedro Cardia

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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Luis Gordinho em Seg Jul 20, 2009 4:47 pm

Olá Pedro, é um prazer “ouvir-te”. Confio que estejas em forma.

Calculo que não seja do agrado do Moderador da sala “Aves do Mundo” que se entre aqui numa grande discussão sobre taxonomia e sistemática, por isso vou tentar ser breve.

A lista da Dutch Birding segue as orientações do “Dutch Committee for Avian Systematics” (CSNA). Concordo que muitas dessas orientações se enquadram numa corrente de “splitting”. Se é “over-splitting” ou não, só o futuro o dirá. De qualquer modo, ainda bem que incluí aquele “13 espécies e 7 subespécies para os mais conservadores” entre parêntesis: Os observadores de aves Portugueses são bastante tradicionalistas e, se calhar, até há adeptos do “lumping”.
Em todo o caso, certamente concordarás que é mais fácil unir o que está separado do que separar o que está unido. Daí a minha opção no relatório em causa.

O exemplo que deste é que me surpreendeu. Que alguns ficassem chocados com o mocho de Lilith (Athene glaux) ter sido separado do mocho-galego (A.noctua), já eu estava à espera. Agora tu chocado com a Alvéola-balcânica* (Motacilla feldegg) é que eu não contava.
O recente Alström e Mild (2003) considera M.feldegg uma subespécie de M.flava mas refere uma série de autores que a encaram como uma espécie à parte. São os casos de Dolgushin et al. (1970), Devillers (1980), Bakhtadze e Nazarov (1985), Stepanyan (1978, 1990), Sangster et al. (1999) e Red’kin (2001). Mesmo Alström e Mild (2003) não parecem convencidos que as diferentes subespécies de alvéola-amarela formem um grupo monofilético (aliás os seus dados moleculares sugerem o contrário – ver Ödeen e Alström 2001, Alström e Ödeen 2002). Basicamente parecem aceitá-las como “espécies filogenéticas” mas não como “espécies biológicas”. Podem ler uma discussão mais aprofundada nas páginas 30-35, 262-266 e 287-288 do “Pipits & Wagtails” (Alström e Mild 2003).
Em jeito de brincadeira, refiro ainda que até Sacarrão e Soares (1979), pelo sim pelo não, avançaram logo com um nome comum para esta (sub-)espécie*!

Para terminar, peço desculpa por fazer tantas citações e não facultar uma lista de referências mas o tempo livre escasseia... Mesmo assim não fui nada breve!
Abraços diversos,
Luís Gordinho
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedrocardia em Seg Jul 20, 2009 5:17 pm

Olá Luís,

Confesso que não mencionei o Athene glaux por completo desconhecimento de quando/onde/porquê é que foi proposta a sua separação. Ainda tentei fazer uma breve busca na net, mas não deu em nada...

Quanto às Motacilla flava (sensu lato) não me estava a referir especificamente à M.f.feldegg mas ao conjunto dos fenótipos que, julgo, o CSNA elevou à categoria de espécie (às dúzias sai mais barato). É que se há taxa onde a demarcação é difusa então as flavas (+ citrinella) são um excelente exemplo pois à escala do paleárctico verifica-se que o mesmo fenótipo pode estar associado a linhagens genéticas muito diferentes. E todos se cruzam alegremente... e frequentemente...

Pedro

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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Jul 21, 2009 9:09 am

Olá Luís,

Obrigado pelo esclarecimento.

Tal como o Pedro, eu também não tinha sequer conhecimento do Athene glaux.

Quanto a esta parte
Em todo o caso, certamente concordarás que é mais fácil unir o que está separado do que separar o que está unido. Daí a minha opção no relatório em causa.

Não sei se concordo com esse princípio. Pelo menos a experiência não aponta nesse sentido. A tendência dos dias de hoje é, manifestamente, na direcção do splitting e não do "lumping". É por isso que costumo dizer que o número de espécies de aves na Terra está a aumentar (por cada extinção temos dois ou três novos splits). Laughing

Agora se no caso da lista do CSNA estamos ou não perante oversplitting, já não sei dizer, pois não faço ideia qual é a medida "correcta". Os meus conhecimentos sobre taxonomia não são suficientes para ter opinião formada sobre esse assunto. Daí que prefira seguir uma lista que reúna um consenso alargado, como é o caso da da AERC.

Uma última achega: do ponto de vista científico não sei que vantagens traz o oversplitting - apenas vejo vantagens de carácter económico (o Priolo é um bom exemplo disso).

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Pedro Fernandes em Ter Jul 21, 2009 11:40 am

do ponto de vista científico não sei que vantagens traz o oversplitting - apenas vejo vantagens de carácter económico (o Priolo é um bom exemplo disso)

Olá Gonçalo.

E desvantagens do ponto de vista científico? Porque não?

E quanto a vantagens de carácter económico isso é o que, mais precisamente? Financiamento de projectos como o LIFE Priolo? Maior atenção mediática que pode muito bem ser merecidíssima?

Abraço!
Pedro
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Jul 21, 2009 11:46 am

Olá Pedro,


Pedro Fernandes escreveu:E desvantagens do ponto de vista científico? Porque não?

Isto não sei avaliar, pela mesma razão que não sei avaliar as vantagens.
A palavra aos taxonomistas.

Pedro Fernandes escreveu:E quanto a vantagens de carácter económico isso é o que, mais precisamente? Financiamento de projectos como o LIFE Priolo?

Por exemplo.

Pedro Fernandes escreveu:Maior atenção mediática que pode muito bem ser merecidíssima?

O merecimento não está em causa.

Mas a partir do momento em que os splits passam a ser feitos com objectivos de financiamento, mediatização ou até de conservação [que até podem ser excelentes causas!], existe um risco de a classificação começar a perder o rigor científico e, consequentemente, a credibilidade.

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedrocardia em Ter Jul 21, 2009 12:02 pm

Olá,

Gonçalo Elias escreveu:Uma última achega: do ponto de vista científico não sei que vantagens traz o oversplitting - apenas vejo vantagens de carácter económico (o Priolo é um bom exemplo disso).

Acho que é consensual que, do ponto de vista científico, o objectivo é obter uma descrição/compreensão da tão próxima da realidade quanto possível. Se para atingir esse objectivo for necessário "splitar" ou "lumpar" taxa tradicionalmente reconhecidos não tenho nada a objectar.

Quanto a outras vantagens, acho que há várias visões possíveis. Por exemplo, um promotor imoboliário pode não achar muita piada a que o seu terreno seja subitamente classificado porque um taxon que aí ocorre foi reconhecido como espécie distinta recentemente...

Pedro Cardia

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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedrocardia em Ter Jul 21, 2009 12:05 pm

Olá Luís,

Luis Gordinho escreveu:O exemplo que deste é que me surpreendeu. Que alguns ficassem chocados com o mocho de Lilith (Athene glaux) ter sido separado do mocho-galego (A.noctua), já eu estava à espera.

Fiquei curiosos com o Athene.

Sabes qual é o fundamento(s) invocado para o spliting?
E onde foi publicado?

Um abraço,

Pedro Cardia

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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Ter Jul 21, 2009 1:55 pm

Olá Pedro,

A informação que se segue está em www.aerc.eu:


Little Owl Athene noctua suggested by Wink & Heidrich (1999) to be treated as two species:
· Little Owl Athene noctua (polytypic: A. n. noctua, vidalii, glaux, indigena, bactriana; extralimital A. n. orientalis, ludlowi, plumipes, spilogastra, somaliensis)
· Desert Little Owl Athene lilith (monotypic)

CAF Wink & Heidrich in König et al. (1999) analysed the phylogeny of the owls (Strigiformes) based on the analysis of mtDNA and noticed that within A. noctua, two genetic clusters are apparent, and are supported by high bootstrap values; genetic differences between both groups account for 6.4% nucleotide substitutions, a value more typical of specific divergence in avian taxa. Both clusters (one with samples collected in Europe, the other with samples from Israel and Turkey) might represent distinct species (A. noctua and A. lilith). In this case, also morphological and acoustical differences should exist between both forms. The song of lilith is said to differ in lacking the upward inflected ‘interrogative’ character of A. noctua (König et al. 1999). This split was supported by Helbig & Barthel in Svensson et al. (2000). All these elements should be further evaluated before final recommendation. Contact zones between the lilith group and the noctua groups (in Turkey for example) should be better investigated. Examination of museum specimens would be a first step.

BOURC TSC - CAF CSNA A.J. Helbig STC

P P P R? P


A formatação ficou um pouco estranha, mas acho que dá para perceber.

Na última linha figuram os 5 comités que compõem o AERC TAC e os respectivos votos, em que P = Pending e R = rejected

Saliento o facto de o CSNA não ter na altura votado a favor deste split.
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedro121 em Qua Jul 22, 2009 1:55 am

Gonçalo Elias escreveu:

Na última linha figuram os 5 comités que compõem o AERC TAC e os respectivos votos, em que P = Pending e R = rejected

Saliento o facto de o CSNA não ter na altura votado a favor deste split.

Boas

Já agora quais são os comités que compõem a AERC?
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedro121 em Qua Jul 22, 2009 2:00 am

Luis Gordinho escreveu:Podem ler uma discussão mais aprofundada nas páginas 30-35, 262-266 e 287-288 do “Pipits & Wagtails” (Alström e Mild 2003).


Boas

Num aparte, eu tenho o Pipits & Wagtails na minha lista de compras, quem o tem concorda que para este grupo é a obra de referencia?
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Jul 22, 2009 3:01 am

pedro121 escreveu:Já agora quais são os comités que compõem a AERC?

Olá Pedro,

Podes encontrar essa informação em www.aerc.eu, aparece um mapa e se clicares em cada país aparece o nome do respectivo comité.

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedro121 em Qua Jul 22, 2009 3:46 am

Gonçalo Elias escreveu:
pedro121 escreveu:Já agora quais são os comités que compõem a AERC?

Olá Pedro,

Podes encontrar essa informação em www.aerc.eu, aparece um mapa e se clicares em cada país aparece o nome do respectivo comité.

1 abraço,
Gonçalo

Boas

Obrigado, muito bom link com muita informação útil, é pena que nas listas nacionais falte a portuguesa Very Happy
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Qua Jul 22, 2009 5:21 am

Correndo o risco de me repetir, essa é uma questão que terá de ser dirigida ao CPR Twisted Evil
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Pedro Fernandes em Qua Jul 22, 2009 7:14 pm

Mas a partir do momento em que os splits passam a ser feitos com objectivos de financiamento, mediatização ou até de conservação [que até podem ser excelentes causas!], existe um risco de a classificação começar a perder o rigor científico e, consequentemente, a credibilidade.

Mas é esse o caso? Ou isto é apenas um receio ou um risco?

Abraço
Pedro
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Qui Jul 23, 2009 12:52 am

Sinceramente... não sei.
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Luis Gordinho em Qui Jul 23, 2009 4:10 pm

Boa Noite a todos.

Este fórum, na minha opinião, tem uma lógica difícil de acompanhar. Mas notem que isto não é uma crítica, eu concordo que um fórum deve funcionar da maneira que a maioria dos seus utentes entenderem.

Apesar do aspecto altamente compartimentado e organizado dado pelas salas de discussão, faz-se um post sobre um relatório de viagem ornitológica à Grécia na sala Aves do Mundo e, após uma 1.ª questão ainda moderadamente relacionada (acerca da lista de aves do Paleáctico Ocidental seguida), a discussão evolui para lumping e splitting, suas vantagens e desvantagens, taxonomia do mocho-galego, AERC e sua orgânica, opiniões sobre manuais de identificação, críticas ao CPR, etc.

O autor do post inicial, caso seja uma pessoa educada, sentir-se-á na obrigação de ir respondendo. Isto mesmo que esteja bastante ocupado e que não contasse que a discussão tomaria aquele rumo. É por isso que eu vou fazer mais alguns comentários, pedindo desde já desculpa por serem os meus últimos sobre este tópico.

É por isso que costumo dizer que o número de espécies de aves na Terra está a aumentar (por cada extinção temos dois ou três novos splits).

Não é o número de espécies de aves da Terra que está a aumentar, o conhecimento sobre as aves é que se tem vindo a ampliar. Isto independentemente das trágicas extinções que se vão verificando. A propósito desta questão, recomendo a leitura do seguinte artigo:
Sangster G 2009 Increasing numbers of bird species result from taxonomic progress, not taxonomic inflation. Proceedings of The Royal Society of Biological Sciences 11

Daí que prefira seguir uma lista que reúna um consenso alargado, como é o caso da da AERC.

A lista da AERC é de 2003 e, realmente, na altura reuniu algum consenso. Hoje encontra-se bastante desactualizada, não incorporando alterações que mesmo os comités taxonómicos mais conservadores (caso do British Ornithologists' Union Records Committee e do American Ornithologists' Union Committee on Classification and Nomenclature) já aceitaram. São os casos de Anser serrirostris, Branta hutchinsii, Gavia pacifica, Calonectris edwardsii, Oceonodroma monteiroi, entre outras.

do ponto de vista científico não sei que vantagens traz o oversplitting - apenas vejo vantagens de carácter económico (o Priolo é um bom exemplo disso).

Penso que não há ninguém que defenda o “over-splitting”. “To over-splitt” é dividir demais, logo o próprio termo admite que há um excesso, um exagero, e ninguém no seu perfeito juízo se identifica com isso. Pode haver é quem considere “over-splitting” aquilo que outros consideram apenas o velho e legítimo “splitting”. Semântica à parte, a discussão sobre as vantagens e desvantagens do “splitting” e do “lumping” é muito antiga e eu tenho dezenas de artigos sobre o tema (uma ínfima parte dos que existem!). Não tendo tempo, vontade nem capacidade de resumir aqui esses artigos, limito-me a responder o mais directamente possível ao Gonçalo:
Uma das vantagens do ponto de vista científico que é frequentemente mencionada tem por base o mesmo raciocínio que as vantagens económicas a que o Gonçalo faz referência. Quando se eleva uma subespécie (ou até uma população isolada que nem o estatuto de subespécie tinha) à categoria de espécie, ela adquire muito mais visibilidade. É essa visibilidade que, no caso de se tratar de uma espécie rara e/ou ameaçada, pode permitir obter fundos para a estudar melhor (a tal vantagem de carácter económico). Em muitos casos (e.g. a Motacilla feldegg e o Athene glaux que temos vindo a referir) não é isso que acontece. Nesses casos, o taxa adquirir mais visibilidade apenas contribui para que ornitólogos e observadores-de-aves estejam mais atentos a ele e às suas características únicas, o que tem vindo a resultar na recolha de muita informação inédita.

A palavra aos taxonomistas.

Para quem não me conhece, esclareço que não sou taxonomista. Sou apenas um curioso e um entusiasta do assunto. Calculo que o Gonçalo se estivesse a referir ao Pedro Cardia.

Mas a partir do momento em que os splits passam a ser feitos com objectivos de financiamento, mediatização ou até de conservação [que até podem ser excelentes causas!], existe um risco de a classificação começar a perder o rigor científico e, consequentemente, a credibilidade.

Como o conhecimento que temos é limitado, nem sempre é fácil distinguir as causas das consequências nem as excepções das regras. Também por isso, vale a pena ler Sangster (2009) e outros artigos do género. Só para esse artigo, George Sangster analisou 747 propostas de alteração do estatuto taxonómico de aves.

Saliento o facto de o CSNA não ter na altura votado a favor deste split.


A proposta de alteração não é exactamente esta, embora parte dos argumentos sejam comuns.
Isto é um bocado como a Cyanopica cooki, antes de sair o artigo do Fok et al. em 2002 já se falava bastante do assunto. Que eu saiba, o Athene glaux só saíu na Dutch Birding (31: 35-37) mas penso que sairá algo mais em breve. De qualquer modo, como eu referi, esta é a situação mais polémica e pior documentada. Como a única lista actualizada das aves do Palárctico Ocidental que existe neste momento é a da Dutch Birding, penso que esse detalhe não nos deverá dissuadir de a utilizar.

Na última linha figuram os 5 comités que compõem o AERC TAC e os respectivos votos, em que P = Pending e R = rejected

Já agora quais são os comités que compõem a AERC?

Pelo enquadramento eu não interpretei a questão da mesma maneira que o Gonçalo.
Penso que o Pedro Ramalho se estava a referir aos comités taxonómicos que compõem o TAC da AERC e não aos comités de raridades que integram a AERC. Por outras palavras, acho que ele queria saber o que significa
BOURC TSC - CAF CSNA A.J. Helbig STC
Se assim fosse, a resposta seria a seguinte:
BOURC TSC = British Ornithologists Union Records Committee’s Taxonomic Subcommittee
CAF = Commission de l’Avifaune Française
CSNA = Commissie Systematiek Nederlandse Avifauna
A.J. Helbig = Andreas Helbig (a German taxonomic committee had not yet been formed)
STC – Tk = Swedish Taxonomic Committee – Taxonomikommittén

Num aparte, eu tenho o Pipits & Wagtails na minha lista de compras, quem o tem concorda que para este grupo é a obra de referencia?

Estamos a afastar-nos cada vez mais do tópico inicial (aves da Grécia!) mas sim, considero o Pipits & Wagtails um livro excelente. Penso que é a única obra actualizada sobre o grupo (o “Larks, pipits and wagtails” do Eric Simms já era de 1992).

Correndo o risco de me repetir, essa é uma questão que terá de ser dirigida ao CPR


Não tenho qualquer interesse em defender (ou atacar) o actual CPR, no entanto, dado q o site da AERC diz explicitamente “Last updated: 22 februari 2005” não estou certo que o CPR tenha culpa disso. Se reparares, muitos dos links para listas nacionais não funcionam (Austria, Espanha, Suiça, etc.). Por outro lado, a lista “European Birdlist (3rd draft for 18 countries)” q tb podes descarregar do site da AERC (em “Documents”) tem Portugal... mas é de 2001!

Mas é esse o caso? Ou isto é apenas um receio ou um risco?

Penso que não é esse o caso. A AECR está a perder credibilidade porque não tem apresentado trabalho. A taxonomia moderna, pelo contrário, apresenta bons indicadores: Democratizou-se e incorporou métodos moleculares e bioacústicos que trouxeram muita informação inédita e relevante.

Cumprimentos, Luís Gordinho
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por Gonçalo Elias em Qui Jul 23, 2009 5:14 pm

Caro Luís,

Duas notas breves:

Luis Gordinho escreveu:O autor do post inicial, caso seja uma pessoa educada, sentir-se-á na obrigação de ir respondendo.

Não necessariamente. Na minha opinião um tópico não tem "dono" (embora tenha o autor inicial). Tu lançaste o tópico e esse tópico suscitou questões. Todos podem participar no tópico e responder a questões a qualquer momento, pois é esse o espírito do Forum. É verdade que os posts se foram afastando do tema inicial, mas também é verdade que o teu relatório abriu espaço de aprendizagem de diversos aspectos que todos desconhecíamos e isso é positivo. É também para isso que o Fórum serve.

Luis Gordinho escreveu:Penso que não há ninguém que defenda o “over-splitting”. “To over-splitt” é dividir demais, logo o próprio termo admite que há um excesso, um exagero, e ninguém no seu perfeito juízo se identifica com isso.

Como em quase tudo na vida, o conceito de excesso é uma questão de percepção. O que para uns é excesso para outros não é. Quem tem razão?

1 abraço,
Gonçalo
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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

Mensagem por pedro121 em Qui Jul 30, 2009 7:27 am

Luis Gordinho escreveu:Boa Noite a todos.

Este fórum, na minha opinião, tem uma lógica difícil de acompanhar. Mas notem que isto não é uma crítica, eu concordo que um fórum deve funcionar da maneira que a maioria dos seus utentes entenderem.

Apesar do aspecto altamente compartimentado e organizado dado pelas salas de discussão, faz-se um post sobre um relatório de viagem ornitológica à Grécia na sala Aves do Mundo e, após uma 1.ª questão ainda moderadamente relacionada (acerca da lista de aves do Paleáctico Ocidental seguida), a discussão evolui para lumping e splitting, suas vantagens e desvantagens, taxonomia do mocho-galego, AERC e sua orgânica, opiniões sobre manuais de identificação, críticas ao CPR, etc.

Boa tarde

Eu participo em vários fóruns neste formato, e é normal em todos eles o desvio do assunto em relação ao post inicial, é algo inerente ao próprio formato destes fóruns e que não acontece com tanta frequência em outros formatos, mas neste é frequente isso acontecer, claro que é preciso não cair no exagero e claro que o autor do post inicial não é de maneira nenhuma responsável pelo rumo que a conversa tomar após a colocação do mesmo, cabe ao moderador intervir se achar que o limite foi ultrapassado, penso que neste caso estava tudo ainda dentro do aceitável, mas é apenas a minha opinião.



Luis Gordinho escreveu:

Pelo enquadramento eu não interpretei a questão da mesma maneira que o Gonçalo.
Penso que o Pedro Ramalho se estava a referir aos comités taxonómicos que compõem o TAC da AERC e não aos comités de raridades que integram a AERC. Por outras palavras, acho que ele queria saber o que significa
BOURC TSC - CAF CSNA A.J. Helbig STC
Se assim fosse, a resposta seria a seguinte:
BOURC TSC = British Ornithologists Union Records Committee’s Taxonomic Subcommittee
CAF = Commission de l’Avifaune Française
CSNA = Commissie Systematiek Nederlandse Avifauna
A.J. Helbig = Andreas Helbig (a German taxonomic committee had not yet been formed)
STC – Tk = Swedish Taxonomic Committee – Taxonomikommittén


Exacto, o que de facto queria saber eram os comités taxonómicos, mas seguindo o link do Gonçalo consegui eventualmente lá chegar para alem de descobrir um site com alguma informação sobre os splits que eu não conhecia, de qualquer modo obrigado pela tua resposta.


Luis Gordinho escreveu:
Estamos a afastar-nos cada vez mais do tópico inicial (aves da Grécia!) mas sim, considero o Pipits & Wagtails um livro excelente. Penso que é a única obra actualizada sobre o grupo (o “Larks, pipits and wagtails” do Eric Simms já era de 1992).

Sim, a afastarmos-nos mas não decisivamente Smile afinal algumas delas são aves que ocorrem na Grécia, vou então subir o Pipits & Wagtails na minha lista de livros a adquirir, obrigado. Smile
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pedro121

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Re: Birding three less-know IBA’s of Greece: Meteora, Karla and Ymittos (12-23Jun2009)

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